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Vereadores pedem abono salarial para professores em Fartura

Os nove vereadores de Fartura reuniram-se na Câmara Municipal na sexta-feira passada (15) para discutir com os professores, prefeito Tinho Bortotti e a coordenadora de Educação, Jovana Leite, sobre a possível divisão da sobras do ano de 2017 do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) mediante abono salarial. 
Recentemente uma mobilização, principalmente dos educadores, se alastrou por diversos perfis e páginas do facebook com a frase “#queremosabonosalarial’! 
Todos os vereadores defendem que os professores recebam o abono, os da situação: Doriveti, Carlos Rizzzo, João Buranello, Decinho Martins e Isnar do Caminhão acreditam que se sobrar dinheiro do Fundeb ele deve ser imediatamente repassado aos magistrados; já os de oposição: Pitukinha, Sarapiá, Anderson Lima e Bruno Guazzelli, defendem que tem de sobrar, pois muitas vezes o dinheiro é gasto com materiais que não são necessários.
O prefeito Tinho destaca que por ele faria questão de devolver todo ano as sobras aos professores, porém não tem sobrado em razão da arrecadação ter diminuído afetando todos os setores, até mesmo o Fundeb. “Claro que eu quero poder dar esse abono a uma classe que tanto faz pelo município, mas eu não posso me precipitar como fiz em 2013 e acabei por um erro desses tendo minha conta rejeitada. Vamos esperar o final de ano e no início de janeiro ver se sobra algo, que aí sim iremos poder repassar, mas não sei ainda”, disse. 
A coordenadora Jovana disse que está muito chateada por sofrer críticas infundadas. Ressaltou que se não a quiserem mais no cargo é só cada escola enviar um ofício ao prefeito que no início de janeiro deixará a coordenadoria e voltará para sua sala que é na escola João Batista de Oliveira. “Trabalhamos e estamos caminhando para que daqui dois anos esteja tudo organizado e só seja necessária a manutenção e a compra de alguns objetos, podendo assim sempre sobrar recursos para bonificar os professores”, frisou. Ela ainda disse que foi questionada sobre perseguição e disse que é totalmente contra isso, pois em anos anteriores sofreu isso na pele e é totalmente contra, sendo totalmente favorável a democracia e troca de opiniões. 
Alguns professores ainda pediram para que eles fossem questionados dos materiais e demais bens necessários na Educação, pois atualmente essa é uma função só dos diretores escolares. “Não sou contra os gastos, mas que nós fossemos ouvidos, pois sabemos o que realmente se precisa nas salas de aula”, disse o professor Eduardo Gasperoni.